
Santo Ângelo fechou 2025 com o registro de 61 casos de dengue, o que representa uma redução de 98% em comparação a 2024, quando o município ultrapassou a marca de 3.200 confirmações. A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde, Dr. Flávio Christensen, em entrevista ao programa Rádio Visão, na segunda-feira (12). Do total de casos registrados, 43 foram autóctones, ou seja, contraídos no próprio município, além de uma morte decorrente da doença.
Até o momento, em 2026, não houve registro de casos de dengue em Santo Ângelo. Porém, apesar disso, a Secretaria de Saúde, se preocupa com o aumento significativo dos casos, por conta da combinação das chuvas intensas dos últimos meses, aliada ao calor intenso, comum nesta época do ano, o que pode ajudar a proliferar o mosquito Aedes aegypti,o nome da principal espécie que transmite os vírus da dengue.
“Até por este clima que está se apresentando, chuvoso, quente, então vai ter muita água parada, para os mosquitos colocarem os ovinhos, e sete dias depois as larvas eclodem e viram mosquito”, ressalta Flávio.
Dever de todos
Flávio reforçou o compromisso da secretaria de realizar os mutirões de combate e monitoramento ao mosquito, mas reiterou que a comunidade precisa compreender a importância de fazer a sua parte.
“A gente está pedindo para que a comunidade nos ajude, porque coisas do seu pátio, da casa, cada cidadão vai ter que cuidar, pois a dengue é um problema de saúde coletiva, e depende de iniciativas de todos”, contextualiza o secretário.
Ele destacou que atitudes simples fazem a diferença no dia a dia. “Olha, o pátio do vizinho, conversa com ele, tem alguma área com lixo, nos avise (secretaria), que vamos fazer a nossa parte”, enfatiza.
Ações de combate
Segundo o diretor técnico da Secretaria de Saúde, Rodrigo Trevisan, quando há suspeita de dengue, é realizado o bloqueio com inseticida. “O objetivo é eliminar o vetor. Sem o mosquito infectado, a transmissão da doença é interrompida”, explica.
Para combate a proliferação do mosquito, a prefeitura conta com o uso das ovitrampas, que são armadilhas usadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, coletando seus ovos em recipientes com água e atrativo, o que permite identificar áreas de infestação e orientar ações de controle sem aumentar a população do mosquito.
Atualmente, cerca de 450 ovitrampas estão instaladas em diferentes pontos da cidade. “Já foram retirados mais de 36 mil mosquitos no município”, destaca Flávio. Periodicamente, os agentes de endemias recolhem as amostras para análise e, a partir dos dados obtidos, realizam a borrifação de inseticidas de forma mais assertiva, conclui o secretário.

